A Meta entregou na segunda-feira (19) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um relatório sobre as medidas adotadas para garantir isonomia entre as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Segundo a empresa, “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória”, e “não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações” do tribunal. A dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp pediu uma reunião nesta terça-feira (20) com o ministro Marco Aurélio Bellizze para apresentar as medidas.

A resposta veio depois de Bellizze dar 24 horas para a empresa provar o cumprimento da decisão, sob pena de a multa diária subir de R$ 500 mil para R$ 1 milhão. No documento, a Meta afirma que suas equipes trabalham “de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem” dada em 15 de outubro.

No mesmo dia, a campanha de Lula anunciou uma nova representação ao TSE por descumprimento da ordem. Segundo os porta-vozes Camilo Santana e Éden Valadares, a página “Brasil com Lula” ficou impedida de usar o recurso de colaboração logo depois do debate de domingo (18), até as 2h42 de segunda, e voltou a ser bloqueada às 10h16. O PT também sustenta que a inteligência artificial da Meta favorece a criação de imagens com o número 22, de Flávio, e levou o caso a observadores da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

A campanha de Flávio também foi ao TSE alegar que é mais prejudicada pela Meta do que Lula. Em 16 de outubro, a empresa admitiu falhas técnicas temporárias que atingiram a campanha do presidente, mas negou interferência política. Na decisão de 15 de outubro, Bellizze registrou que não havia, até aquele momento, prova de manipulação deliberada de algoritmos para favorecer um candidato ou prejudicar o outro.

Foto: Divulgação/Meta