A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresentou ao TSE, na noite de sexta-feira (16), uma petição em que afirma que as falhas da Meta prejudicam o senador “em intensidade superior” à de Lula (PT). O pedido é para entrar como terceiro interessado na representação que a coligação petista move contra a dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp.

A defesa cita dados atribuídos à Biblioteca de Anúncios da Meta e aponta uma página chamada “Preembarque”, de conteúdo político neutro, que leva o usuário ao canal “Exército do Lula” no WhatsApp e teria sido cadastrada como anúncio comum para escapar das regras de propaganda eleitoral. Os advogados sustentam que a ordem do TSE a favor de Lula também deve valer para o tratamento dado a Flávio e reclamam que dados de alcance do perfil do senador foram requisitados sob sigilo, sem que ele pudesse se manifestar.

A campanha vê ainda risco “concreto e atual” de a plataforma, pressionada pela multa, corrigir em excesso e só contra um dos lados. Na sexta, o plenário do TSE manteve a decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze que proíbe a Meta de reduzir a distribuição, tirar das recomendações ou restringir buscas de publicações sobre os candidatos a presidente, sob multa de R$ 500 mil por dia.

A ação foi aberta pela campanha petista, que acusou a Meta de tratamento desigual na inteligência artificial do WhatsApp. A empresa afirma que “não toma partido nesta nem em nenhuma outra eleição” e que alegações de favorecimento a qualquer campanha “não têm fundamento”. O segundo turno é no domingo (25).

Foto: Divulgação/Vittor Sales