A sucessão na presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco segue aberta dentro da base da governadora Raquel Lyra (PSD). A deputada estadual Débora Almeida (PSD) afirmou nesta quarta-feira (4) que tem bagagem para comandar a Casa e defendeu que todos os interessados possam apresentar seus nomes antes de uma definição do grupo governista.

“Estou aqui há quatro anos, acredito ter bagagem para disputar, assim como qualquer outro deputado que queira colocar seu nome à disposição. Todos podem se colocar”, disse a parlamentar. Questionada sobre os próximos passos, resumiu que “ainda tem tempo”.

Além de Débora, circulam como possíveis candidatos os pessedistas Antônio Moraes, Joãozinho Tenório e Aglailson Victor. Nos bastidores, a disputa interna no PSD pela indicação é tratada como o principal nó, e a deputada teria sinalizado aceitar uma eventual candidatura de Moraes, mas não a de Tenório. Moraes disse que as conversas avançam, embora o grupo ainda não tenha escolhido um nome.

Fora do PSD, o deputado Gustavo Gouveia (Podemos) também é cotado e reuniu na noite de terça-feira (3) representantes de Podemos, PP, PV e PSD, partidos da base na Alepe. O encontro ocorreu sem participação nem aval prévio do Palácio do Campo das Princesas. O nome de Francismar Pontes (PSB) também aparece nas conversas.

A eleição da Mesa Diretora está prevista para 1º de fevereiro de 2027, mesma data da posse dos 49 deputados eleitos em outubro. PSD e PSB terão as maiores bancadas, com nove cadeiras cada, seguidos por PP, com sete, e Podemos, com seis. Ao todo, 13 partidos estarão representados na Casa.

O atual presidente, Álvaro Porto (MDB), não pode disputar um terceiro mandato consecutivo no cargo, limite previsto na Constituição de Pernambuco mesmo quando a eleição ocorre de uma legislatura para outra. Além da presidência, estão em jogo dois vice-presidentes, quatro secretários e sete suplentes, com destaque para a primeira-secretaria, considerada o segundo posto mais importante da estrutura administrativa.