O candidato ao governo João Campos (PSB) segue com Renato Xavier Thiebaut no radar da campanha adversária. Ex-chefe de gabinete do Estado e ex-secretário de Projetos Estratégicos na gestão Paulo Câmara, Thiebaut é réu por corrupção passiva e ocupa hoje cargo de assessor nacional no PSB, partido que João preside.

O salário mensal chega a R$ 16,9 mil, pagos do fundo partidário. Entre janeiro de 2025 e setembro de 2026, os pagamentos somariam cerca de R$ 354,7 mil, segundo prestação de contas do partido cruzada com reportagens recentes.

O PSB nacional já respondeu, em ocasião anterior, que Thiebaut “não possui qualquer condenação civil ou criminal que desabone a sua atuação”. A Procuradoria da República, no entanto, o acusa de corrupção passiva. Ele também foi alvo de operação da Polícia Federal.

Thiebaut trabalhou como chefe de gabinete de Eduardo Campos e depois na estrutura de Paulo Câmara. Na campanha de João à Prefeitura do Recife, em 2020, o Ministério Público Federal o apontou como tesoureiro. Em 2024, a defesa pediu na Justiça a rasura dessa descrição na denúncia. O pedido foi negado.

As investigações ligam o ex-secretário a suspeitas de propina em contratos da Compesa e das secretarias de Saúde, Educação e Projetos Estratégicos. Nesta última, ele comandou a pasta entre 2015 e 2022. Nos autos, aparece ainda a figura do empresário Sebastião Figueiroa.

O episódio reacende o contraste entre o discurso anticorrupção da Frente Popular e a manutenção, no núcleo partidário, de um nome sob ação penal. A ação corre no âmbito federal. Não há condenação transitada em julgado citada nas contas públicas.