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Túlio Gadêlha defende Raquel e acusa Pedro Campos de tentar intimidá-la

Redação Por Redação em 07/10/2026, 19h20
Deputado federal Túlio Gadêlha sorri ao microfone

Foto: Kauê Pinto/Divulgação via Folha de Pernambuco

O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) saiu nesta quarta-feira (7) em defesa da governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) e rebateu o deputado federal Pedro Campos (PSB), que tem cobrado dela apoio público ao presidente Lula (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Em vídeo nas redes sociais, Túlio disse que o tom adotado pelo socialista “busca constranger a governadora”.

Irmão de João Campos (PSB) e deputado federal mais votado de Pernambuco no domingo (4), Pedro havia divulgado um vídeo afirmando que Raquel precisava declarar voto no petista sob o risco de favorecer a oposição. “Pedro não quer convencê-la, não quer trazê-la para junto, não quer construir com ela esse apoio. Pedro quer obrigá-la a fazer. Eu vou além. Ele tenta intimidá-la, porque coloca a militância lulista contra uma mulher que não declarou seu voto”, afirmou Túlio.

Para o deputado, a pressão aprofunda divisões e afasta uma liderança que recebeu mais de 2,8 milhões de votos no primeiro turno. “Pedro está dando uma aula do que a gente não deve fazer, porque tudo o que a gente não está precisando é afastar as pessoas que não se declararam”, disse.

Túlio sustentou que a governadora já cumpre um papel estratégico junto aos setores em que Lula enfrenta mais resistência. “Talvez você possa não ter entendido o que Raquel está fazendo pelo presidente Lula, mas ela está fazendo mais do que eu e você juntos, porque ela dialoga com os conservadores, com os evangélicos, com os empresários e as forças de segurança”, declarou. “Somos nós que precisamos do voto, então somos nós que temos que nos esforçar para convencer. A gente não pode dizer para ninguém o que a pessoa tem que fazer. Deixa a mulher trabalhar”, concluiu.

Raquel não declarou voto para presidente no primeiro turno e, mesmo depois de confirmar sondagens das duas campanhas, reafirmou nesta quarta que vai manter a neutralidade. A cobrança de Pedro se soma à ofensiva que o PSB articula contra a aprovação da governadora desde a derrota de João.

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