Raquel não declara voto no segundo turno e reforça gratidão a Lula
Foto: Artur Borba/Jornal do Commercio
Reeleita no primeiro turno, a governadora Raquel Lyra (PSD) não vai declarar apoio na disputa presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), marcada para 25 de outubro. “Vou manter minha coerência. A gente disse o tempo inteiro que o mais importante de tudo é a gente ter Pernambuco forte”, afirmou nesta segunda-feira (5), em entrevista a uma rádio do Recife.
Na mesma conversa, Raquel voltou a agradecer ao presidente. “Eu preciso de parcerias, capacidade de fazer com o Governo Federal. Sou muito grata ao presidente Lula. Nunca escondi isso, de forma nenhuma”, disse. Ela avisou que volta a Brasília “muito em breve, bater na porta dos ministérios, pegar mais dinheiro”.
O tom já havia aparecido no discurso da vitória, na noite de domingo (4). “Vou manter minha coerência de honrar Pernambuco, mas não posso deixar de demonstrar minha gratidão ao presidente Lula, que nos ajudou a chegar até aqui”, declarou a governadora. Durante a campanha, ela evitou se alinhar a qualquer candidatura presidencial, inclusive a de Ronaldo Caiado, do próprio PSD, que teve 1,31% dos válidos no Estado.
Os números de Pernambuco ajudam a explicar a cautela. Lula venceu no Estado com 3.553.971 votos (63,45% dos válidos), contra 1.738.043 (31,03%) de Flávio, segundo o TSE. No mesmo eleitorado, Raquel derrotou João Campos (PSB), aliado do presidente, por 53,27% a 44,82%. No país, a ordem se inverteu. Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 56.104.503 votos (47,03%), e Lula teve 53.879.538 (45,16%).
Do lado da Frente Popular, a mobilização pelo presidente começou ainda no domingo. João Campos, presidente nacional do PSB, disse que a reeleição de Lula é “prioridade absoluta” e que se reuniria com ele no início da semana, ao lado dos senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, para traçar a estratégia do segundo turno. Humberto, reeleito para o Senado, falou em “reverter esse cenário do primeiro turno”.
Raquel também mandou recado à Assembleia Legislativa. “Passamos a eleição, o Palácio foi desmontado meia-noite. Agora é tempo de governar e trabalhar. Não precisa esperar o dia 1 de janeiro”, disse. Os partidos da coligação dela elegeram 24 dos 49 deputados estaduais, a uma cadeira da maioria absoluta.
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