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Humberto usa o “pernambuquista” de Raquel para pedir voto em Lula

Redação Por Redação em 07/10/2026, 13h50
Humberto Costa faz sinal de positivo abraçado ao presidente Lula

Foto: Roberto Stuckert Filho/Reprodução via JC

O senador reeleito Humberto Costa (PT) recorreu nesta quarta-feira (7) ao termo “pernambuquista”, usado pela governadora Raquel Lyra (PSD) durante a campanha, para defender o voto no presidente Lula (PT) no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), marcado para 25 de outubro. Em entrevista a uma rádio do Recife, o petista disse que ninguém que se apresente como pernambuquista vai deixar de votar no presidente.

“Quem é realmente pernambuquista, como criaram esse termo aí, que eu acho até meio inadequado, quem é realmente pernambuquista não vai deixar de votar em Lula, porque Lula, de todos, é o maior pernambuquista que nós já tivemos”, afirmou Humberto, que apoiou João Campos (PSB) na disputa estadual e na véspera já tinha atribuído a derrota do socialista à aprovação “razoável” de Raquel.

Raquel usou a expressão para marcar uma posição acima das disputas nacionais. Ela não declarou voto para presidente no primeiro turno e manteve a neutralidade depois da reeleição, embora tenha confirmado sondagens de aliados de Lula e de Flávio. Em entrevista na terça-feira (6), a governadora lembrou que o presidente “tem palanque em Pernambuco”. “Tenho gratidão pelo trabalho que fizemos ao longo do mandato, mas meu lado é o do povo pernambucano. Vou seguir focada em garantir trabalho, entregas e investimentos para o estado”, disse.

Humberto ligou o voto em Lula à continuidade de obras federais no Estado, como o Arco Metropolitano, as duplicações das BRs 232 e 423, as intervenções na BR-104 e os investimentos na Refinaria Abreu e Lima. Segundo ele, esses projetos seriam atingidos pelo que chamou de “tesouraço” defendido por Flávio. “Isso, inclusive, era importante que a governadora de Pernambuco pensasse nisso. Esse tesouraço vai pegar por inteiro as obras e ações do PAC”, declarou.

O senador também disse acreditar que um governo do PL retomaria a privatização da refinaria, que responde, ao lado da Stellantis, pela maior parte da arrecadação de ICMS do Estado. Para o terceiro mandato, apontou como prioridade a conclusão da Transnordestina entre Salgueiro e Suape, com uma empresa formada pela Petrobras e pela Infra S.A., ligada ao Ministério dos Transportes. “A maior delas, e eu vou me dedicar a isso 24 horas por dia, é a conclusão da obra da Transnordestina”, afirmou.

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