Aprovação “razoável” de Raquel derrotou João Campos, diz Humberto
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Humberto Costa subiu à tribuna do Senado nesta terça (6) e deu a versão oficial da derrota de João Campos. Se o ex-prefeito do Recife não conquistou o governo nem foi ao segundo turno, disse o petista, foi menos pelo desempenho da candidatura e pelas propostas inovadoras do que pela “razoável aprovação” da governadora, com a qual a população optou por continuar.
O adjetivo não cabe no Datafolha. Em setembro, 65% aprovavam o trabalho de Raquel Lyra. Em maio, a aprovação chegou a 67%. Miguel Arraes, no terceiro mandato, ficou em 46% no Ibope. Jarbas Vasconcelos teve pico de 64%. Raquel está acima dos dois. Chamar isso de razoável é reduzir um número que, na série recente, só Eduardo Campos superou com folga.
A urna confirmou a continuidade, não um aperto. Raquel foi reeleita no primeiro turno com 53,27% dos votos válidos. João Campos ficou com 44,82%. Humberto ainda cumprimentou a governadora pela reeleição e registrou a resiliência e a coragem política do ex-prefeito. No mesmo domingo, Humberto e Marília Arraes foram eleitos ao Senado.
A tese repete a de João Campos na noite da derrota, quando afirmou que ninguém apresentou mais propostas do que o seu conjunto. É uma leitura confortável para quem perde. Se a culpa é da aprovação de quem já estava no cargo, o projeto segue intacto. O problema é que essa aprovação não era razoável. Era maior que a de Arraes, maior que a de Jarbas, e bastou para fechar a eleição antes do segundo turno.
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