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Lula quer o apoio de Raquel no segundo turno, diz Marília Arraes

Redação Por Redação em 06/10/2026, 12h32
Marília Arraes, de blusa vermelha, sorri sentada diante de um microfone no estúdio da Rádio Jornal

Foto: Artur Borba/JC Imagem

A senadora eleita Marília Arraes (PDT) disse nesta terça-feira (6) que a governadora Raquel Lyra (PSD) foi citada na reunião do presidente Lula (PT) com aliados, em Brasília, como uma das lideranças cujo apoio a campanha deve buscar no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). A declaração foi dada em entrevista a uma rádio do Recife, um dia depois do encontro.

Segundo Marília, Lula reuniu candidatos a governos estaduais e ao Senado, eleitos ou não, para avaliar o resultado das urnas e acertar a estratégia da nova etapa. Entraram na conversa mudanças na comunicação, uma linguagem mais voltada aos jovens e a busca por eleitores e políticos sem posição bolsonarista consolidada. Flávio terminou o primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Reeleita no domingo (4) com 53,27% dos válidos, Raquel decidiu não declarar voto na disputa presidencial. Marília, que concorreu na chapa de João Campos (PSB), adversário da governadora, disse ser favorável a que os senadores conversem com Raquel para tentar convencê-la a apoiar Lula. Ela contou que telefonou para a governadora depois da eleição para parabenizá-la e se colocar à disposição em Brasília. “Quem não pode pagar a conta de nenhuma desavença política é o povo de Pernambuco”, afirmou.

A senadora eleita também propôs um grupo permanente de trabalho com senadores, deputados federais e o governo do Estado, para tratar de emendas de bancada, recursos federais e obras estruturantes como a Transnordestina sem esperar por crises. Ela pretende procurar os parlamentares e a governadora ainda nesta semana. “A gente tem que buscar nossa convergência”, disse. Na segunda-feira (5), Raquel já tinha chamado Humberto Costa e Marília para conversar sobre as prioridades de Pernambuco.

Neta do ex-governador Miguel Arraes e prima de João Campos, Marília foi eleita ao lado de Humberto Costa (PT) para as duas vagas do Estado no Senado. Como o PDT elegeu só ela para a Casa, a futura senadora diz que vai buscar acordos e blocos para aprovar pautas como o fim da escala 6×1 e o combate às bets.

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