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Raquel chama Humberto e Marília para conversar sobre Pernambuco

Redação Por Redação em 05/10/2026, 19h23
Montagem com Raquel Lyra ao microfone de rádio, Marília Arraes cercada de microfones e Humberto Costa na tribuna do Senado

Fotos: Artur Borba/JC Imagem, Junior Souza/JC Imagem e Reprodução

Reeleita no domingo (4), a governadora Raquel Lyra (PSD) disse nesta segunda-feira (5) que quer sentar com os senadores eleitos Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) para discutir recursos e investimentos para o Estado. “Agora são os interesses de Pernambuco em primeiro lugar”, afirmou em entrevista a uma rádio do Recife.

Marília procurou a governadora depois do resultado. “Para Marília, eu disse ‘Marília, você se elegeu em outra chapa, mas agora a campanha acabou. Vamos sentar, conversar e falar sobre Pernambuco. Precisamos de recursos, de investimento, de quem brigue pelo nosso Estado'”, relatou Raquel. Com Humberto, houve desencontro. “Humberto me ligou, eu liguei para ele. A gente se desencontrou. Mandei uma mensagem para que a gente possa sentar e conversar”, contou. Ela lembrou a atuação do senador na Transnordestina e na solução para os prédios-caixão da Região Metropolitana do Recife.

Os dois foram eleitos pela chapa da Frente Popular, de João Campos (PSB), derrotado por Raquel ainda no primeiro turno, por 53,27% a 44,82% dos válidos. “Eu acho que a oposição pode até existir, e deve existir, mas não contra o Estado”, disse a governadora, que promete ligar para deputados e senadores para definir prioridades no Orçamento da União, com emendas individuais, emendas de bancada e dinheiro do governo federal.

Na Assembleia Legislativa, o segundo mandato começa em terreno mais firme. Pelo menos 29 dos 49 deputados eleitos declararam apoio à reeleição de Raquel ou são de partidos aliados, cerca de 59% da Casa. A coligação dela elegeu 24, e nomes do PV, do PL e do Novo também pediram voto na governadora, entre eles Lara Santana (PV), André Ferreira (PL) e Renato Antunes (Novo). Projeção feita a partir das alianças e do histórico de votações aponta base entre 25 e 30 deputados, com a federação de PP e União Brasil, dona de oito cadeiras, como principal incógnita.

A governadora terá de escolher um novo líder na Casa. Socorro Pimentel (PSD), que ocupa a função, tentou a Câmara dos Deputados e não se elegeu. O PSD de Raquel fez nove deputados estaduais e passa a dividir com o PSB o posto de maior bancada.

Do lado socialista, o tom já foi dado. O deputado federal Pedro Campos, irmão de João e mais votado do Estado, prometeu uma “oposição responsável” que fiscalize “as promessas que foram feitas e que não foram cumpridas até agora”. Ele citou creches, delegacias da mulher 24 horas e escolas técnicas, além dos efeitos da concessão do saneamento nas contas de água.

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