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Raquel confirma sondagens de aliados de Lula e de Flávio para o segundo turno

Redação Por Redação em 06/10/2026, 19h25
Raquel Lyra fala a microfones de emissoras cercada por apoiadores na noite da reeleição

Foto: Jailton Jr./JC Imagem

A governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita no domingo (4) com 53,27% dos votos válidos, confirmou nesta terça-feira (6) que recebeu ligações de aliados do presidente Lula (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) depois do primeiro turno. Os contatos, segundo ela contou em entrevista, buscaram abrir conversa sobre um possível apoio na disputa presidencial de 25 de outubro, mas nenhuma reunião com os dois campos aconteceu até agora.

Entre os nomes ligados a Lula, Raquel citou o ex-ministro Rui Costa (PT), o senador Humberto Costa (PT) e a senadora eleita Marília Arraes (PDT). “Recebi ligações de pessoas ligadas ao presidente, de ministros que sei que têm carinho por mim. Recebi agradecimentos pela eleição e falas de que estamos juntos, que estão prontos para nos ajudar”, relatou. Os aliados do petista pediram um encontro para tratar da campanha, conversa que ainda não ocorreu. Mais cedo, Marília já tinha dito que Lula quer o apoio de Raquel no segundo turno.

Raquel também confirmou ter sido procurada por aliados de Flávio, que terminou o primeiro turno à frente no país. Na campanha estadual, a governadora teve o apoio de lideranças da direita pernambucana que agora se organizam em torno do candidato do PL, cuja campanha no Estado será coordenada por Mendonça Filho.

Durante o primeiro turno, Raquel não declarou voto para presidente e se apresentou como “pernambuquista”. Questionada se os elogios a Lula ao longo do mandato funcionariam como apoio indireto, negou. “Não, é um reconhecimento de um trabalho de parceria. O Lula é um presidente pernambucano”, afirmou. Ela defendeu ainda uma união pelo país “para que tenha um legado desse governo, e os nossos filhos possam viver em um país que tenha mais estabilidade e segurança jurídica”.

Sobre quem vai apoiar, a governadora repetiu que a prioridade segue no Estado. “Agora, eu preciso continuar governando Pernambuco. Nosso estado tem muita pressa. Vou me manter ao lado do povo pernambucano. Isso é dizer que os interesses do meu povo estão acima dessa discussão que está acontecendo agora no Brasil”, disse.

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