Raquel pede fim dos palanques e diz que não vai separar cidades por partido
Foto: Yacy Ribeiro/Secom
A governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) pediu nesta quarta-feira (7) que os políticos desçam dos palanques e garantiu que vai seguir trabalhando com todas as prefeituras, independentemente do partido do prefeito. A fala foi feita no bairro de Santo Amaro, no Recife, durante a entrega de 49 casas reformadas pelo programa Morar Bem Pernambuco, primeira agenda de rua dela depois da reeleição no primeiro turno.
Raquel citou o Recife, comandado por Victor Marques (PSB), que assumiu a prefeitura com a saída de João Campos (PSB) para disputar o governo, e Garanhuns, administrada por Sivaldo Albino (PSB), como cidades cujos prefeitos não votaram nela e que seguem recebendo obras do Estado. “Independentemente da cor da bandeira partidária do prefeito, eu trabalho junto. O prefeito não votou comigo, mas eu estou trabalhando aqui. Estou em Garanhuns, trabalhando lá, construindo uma maternidade e um hospital, estamos colocando polícia científica e IML. Eu não vou separar as pessoas”, afirmou.
A declaração veio depois de uma moradora cobrar a construção de um centro de atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A governadora prometeu uma força-tarefa para tirar os equipamentos do papel e pediu que a população entenda a responsabilidade de cada gestor. “Eu não jogo responsabilidade para ninguém. Eu disse e vou ajudar a financiar mais centros TEA e casas azuis. Eu vou ajudar”, disse.
“Agora, precisa ter trabalho e precisa ter união. Precisa compreender que a eleição passa e nós não podemos viver em cima de palanque e a gente precisa cuidar do povo, que o povo não tem partido”, completou. O recado tem endereço na capital, onde João venceu a governadora por margem apertada.
Na mesma agenda, Raquel prometeu levar a 10 mil o número de casas atendidas pelo Morar Bem e detalhou o Palafita Zero, programa anunciado na campanha que vai comprar imóveis prontos para famílias em moradias precárias. “Sem as pessoas precisarem esperar a obra ficar pronta, que demora dois a três anos, para poderem mudar e não viver mais na maré”, declarou. Questionada sobre o segundo turno, ela reforçou que não vai declarar apoio na disputa presidencial.
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