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PSB perde força na periferia do Recife

Redação Por Redação em 07/10/2026, 22h44
João Campos acena com quatro dedos ao lado de aliados em cima de carro durante carreata pelos morros da Zona Norte do Recife

Foto: <a href="https://blogcenario.com.br/2026/09/19/joao-campos-leva-propostas-e-campanha-as-ruas-da-zona-norte-do-recife">Marlon Diego</a>

João Campos foi reeleito prefeito do Recife em 2024 com 725.721 votos, 78,11% dos válidos. Dois anos depois, na disputa pelo Governo de Pernambuco, recebeu 473.994, ou 49,94%. A perda na capital foi de 251.727 votos e 28,17 pontos percentuais.

Levantamento exclusivo do Bastidor.pe cruzou votações por seção do TSE em 2024 e 2026 com dados de renda e indicadores sociais do Censo 2022, do IBGE.

Nos bairros de menor renda, João caiu de 85,2% para 56,2% dos votos válidos. Foram 29 pontos percentuais a menos. Nos bairros mais ricos, a votação passou de 65,3% para 39,6%, queda de 25,7 pontos. Em termos relativos, João perdeu aproximadamente um terço dos votos que tinha em todos os grupos, com erosão ligeiramente maior em pontos percentuais na periferia.

Dos 252.385 votos perdidos nos bairros estudados, 64,4% vieram das três faixas de menor renda. Esses territórios concentravam 59,8% dos votos válidos em 2024. No conjunto Cohab/Ibura de Cima, a perda chegou a 14.938 votos. Na Várzea, 9.870.

Outro dado chama atenção. Os votos brancos e nulos passaram de 5,6% para 10,2% do comparecimento nas áreas mais pobres.

O resultado acende um alerta para o PSB, que continua competitivo nos bairros populares, mas a dimensão da vantagem socialista encolheu de forma expressiva. A periferia, que sustentava percentuais próximos de 85%, deixou de oferecer margem de segurança eleitoral.

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