A neutralidade de Raquel Lyra (PSD) no segundo turno deixou o partido da governadora livre para os dois lados em Pernambuco. Na quinta-feira (8), o ex-prefeito de Petrolina Júlio Lóssio (PSD) participou de plenária na sede do PT na cidade e disse que segue alinhado ao projeto de Lula (PT). “Não seria prudente caminhar com um projeto político diferente daquele que defendemos para o Brasil”, afirmou.

Lóssio governou Petrolina por dois mandatos, de 2009 a 2016, e foi parceiro dos governos Lula e Dilma Rousseff. Segundo ele, a entrada do PSD na campanha petista foi endossada pelo ministro da Agricultura, André de Paula, e pelo deputado federal Túlio Gadêlha, que não apareceram nas atividades recentes no Recife.

Do outro lado, o candidato do próprio PSD à Presidência no primeiro turno, Ronaldo Caiado, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL). Flávio também acenou à governadora diante de 14 governadores em Brasília, e o coordenador da campanha dele no Estado, Mendonça Filho (PL), fez a corrida ao Senado se declarando do “Raquel Lyra Futebol Clube”.

No PL, porém, ninguém espera mudança. “Zero! Ela não vai declarar apoio a ninguém”, disse o deputado André Ferreira, ao descartar emissários para sondar a governadora. No PT, a pressão continua. O partido escalou Rui Costa para conversar com ela, e o coordenador Carlos Veras cobrou publicamente um gesto.

Reeleita no primeiro turno, Raquel confirmou sondagens das duas campanhas, mas mantém a posição de 2022 e diz que a prioridade é Pernambuco. O Cidadania, aliado dela no primeiro turno, já está na coordenação de Lula no Estado.