O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), entrou de vez na campanha de Lula (PT) no segundo turno. Na plenária da noite de sexta-feira (9), em Santo Amaro, ele comparou os repasses federais à capital nas duas últimas gestões. “No governo Bolsonaro foram enviados para o Recife R$ 34 milhões, enquanto no governo Lula já foram assinados repasses de R$ 555 milhões”, afirmou, citando Minha Casa Minha Vida, encostas, drenagem e saneamento.

Victor, que foi chefe de gabinete de João Campos (PSB) antes de assumir a prefeitura, também disse que 94% dos recursos de novos convênios federais enviados ao Recife nos últimos oito anos saíram nos governos de Lula. “O desafio será gigante, mas a vitória vai ser muito bonita”, declarou. A presença do prefeito contrasta com o sumiço de João da mobilização pública desde o primeiro turno.

A coordenação estadual da campanha também ganhou dirigentes de partidos que, no plano nacional, estão longe do PT. Sentaram à mesa com Carlos Veras, Humberto Costa e Teresa Leitão o ex-deputado Raul Henry (MDB), Carlos Costa (Republicanos), que foi candidato a vice na chapa de João, o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, Ivan Moraes (PSOL) e Alice Gabino (Rede). O Cidadania, que apoiou Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno, também está no grupo de dez partidos.

O caso do Republicanos é o mais curioso. O partido declarou apoio nacional a Flávio Bolsonaro (PL) na quarta (7), mas o diretório pernambucano ficou com Lula. “Não muda nada. Nossa posição é de continuar votando no presidente Lula”, disse o presidente estadual da sigla, Silvio Costa Filho.

A prioridade definida pela coordenação é o eleitor que não foi votar. Pernambuco teve 1.312.388 abstenções no primeiro turno, além de mais de 300 mil brancos e nulos. Lula fez 63,45% dos válidos no Estado, e o PT mira 66% em 25 de outubro.