A reunião da governadora Raquel Lyra (PSD) com prefeitos aliados, neste sábado (12), ficou abaixo da expectativa da coordenação da campanha à reeleição. A gestora e o entorno costumam projetar mais de 140 prefeitos na base, mas o encontro reuniu um número bem menor, com ausência de mais de uma centena de gestores segundo apuração nas redes de apoio.

O encontro foi tratado internamente como momento de alinhamento na reta final, depois de semanas em que João Campos (PSB) encurtou a distância nas pesquisas e a disputa endureceu. A própria Raquel teria reforçado, de forma pessoal, a importância da presença dos prefeitos. Mesmo assim, a mobilização não acompanhou o volume de apoios anunciado publicamente.

No tabuleiro municipal, prefeitos são peça-chave para estrutura de rua, rádio local e capilaridade no interior. Quando a adesão cai num encontro fechado, o sinal que chega à coordenação é de cautela, não necessariamente de ruptura. Parte da base acompanha o ritmo da campanha e o calor das urnas locais antes de se expor em atos com a candidata.

O episódio chega depois do Datafolha que manteve Raquel na frente, com João mais próximo, e em meio a uma agenda de rua concentrada na Região Metropolitana. A expectativa agora é de que a coordenação reforce o contato com gestores faltosos e ajuste o calendário de atos no interior nas próximas semanas, sem abrir mão do discurso de ampla base municipal.