No feriado de 7 de Setembro, Eduardo da Fonte (PP) escolheu o templo para falar com o eleitor conservador. Na Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), no Recife, o candidato ao Senado acompanhou a Santa Ceia ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e da segunda suplente Jane Santos, e voltou a apresentar a “Carta Compromisso com os Cristãos de Pernambuco”.

O documento, assinado em julho, coloca família, liberdade religiosa e o trabalho social das igrejas no centro do discurso. Eduardo evita amarrar a campanha ao embate presidencial e, no PodJá do Jamildo, reforçou que “só se apega a palanque quem não tem o que mostrar”, apostando em emendas de saúde e na rede de mais de 80 prefeitos.

No mesmo dia, Mendonça Filho (PL) discursou na orla de Boa Viagem em ato da direita, ao lado de Gilson Machado Neto (Podemos) e da deputada Clarissa Tércio (PP). Confirmou a vinda de Flávio Bolsonaro (PL) a Pernambuco no dia 16, com atos no Recife e em Santa Cruz do Capibaribe, e repetiu o tom duro em segurança e eventual impeachment de ministros do STF.

A disputa chegou à Justiça: a Coligação Pernambuco de Coração, de Eduardo e Túlio Gadêlha (PSD), pediu e o TRE suspendeu propaganda de Mendonça que sugeria apoio de Raquel Lyra (PSD). Após a Real Time Big Data, ele tem 20%, Humberto Costa 19% e Eduardo 13%.

Com o eleitorado estadual mais à esquerda, a direita depende de voto cruzado e da divisão do campo lulista entre Humberto, Marília Arraes e Túlio. Fatos a partir do Jamildo.