Decisão do Tribunal Regional Eleitoral expõe estratégia da legenda de acionar a Justiça para conter manifestações contrárias e moderar interações na internet.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu recorrer à Justiça Eleitoral para tentar conter a repercussão de manifestações e comentários negativos que circulam nas redes sociais.
Em decisão proferida pelo Desembargador Eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), no âmbito da Representação nº 0600704-73.2026.6.17.0000, ficou demonstrado o impasse técnico causado pelas investidas do partido contra interações em publicações da imprensa.
Inicialmente, o PSB buscou a remoção de um comentário feito pelo usuário Jadson Caetano da Silva, candidato a deputado federal pelo Podemos, em uma postagem do jornal Diário de Pernambuco na plataforma do Facebook. Contudo, a Meta, empresa que administra a rede social, informou ao tribunal que não era tecnicamente possível excluir o comentário isoladamente sem que fosse fornecida uma URL específica do conteúdo em questão.
Diante da limitação técnica relatada pelo Facebook, a Justiça Eleitoral precisou readequar a forma de cumprimento do pedido. O magistrado determinou que a responsabilidade pela exclusão da mensagem recaia sobre o próprio veículo de imprensa, concedendo ao Diário de Pernambuco S/A o prazo de 24 horas para apagar a manifestação do usuário, garantindo que a matéria jornalística original seja integralmente preservada.
A movimentação judicial escancara como o PSB tem utilizado o aparato legal para tentar blindar sua imagem pública e sufocar retóricas desfavoráveis que ganham força no espaço virtual. Em cenário de derretimento de João Campos, candidato do partido ao Governo de Pernambuco, a legenda demonstra tensão interna ao tentar controlar as menores manifestações contrárias.
Correligionários de Raquel Lyra acusam aliados políticos de João Campos de tentar criminalizar a militância e silenciar críticas na internet
A ofensiva do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Justiça Eleitoral mobilizou apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD). Os partirdários da candidata à reeleição apontam o uso da máquina e do aparato jurídico para sufocar a oposição e blindar a imagem de quadros socialistas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a candidata a deputada federal Bárbara Barbosa (NOVO) usou o tom crítico para denunciar o que classifica como “tentativa de criminalização” da militância oposicionista. Segundo Bárbara, a estratégia de acionar o Judiciário contra usuários e comentários individuais, a exemplo do caso envolvendo o comentário de Jadson Caetano no portal do Diário de Pernambuco, busca mascarar o desgaste de gestões ligadas ao PSB e induzir o eleitor ao erro.
A postulante do NOVO rebateu acusações de que as manifestações contrárias em páginas de notícias e perfis sociais façam parte de um “gabinete do ódio”. Bárbara argumenta que a fiscalização de dados públicos, portais da transparência e a exposição de críticas à administração do ex-prefeito do Recife, João Campos, tratam-se de mobilização orgânica do eleitorado e direito à livre expressão.




