Gate descarta bomba em carro de Flávio após alerta durante o debate da Band
Foto: Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
Uma suspeita de bomba no carro que levou Flávio Bolsonaro (PL) ao debate da Band mobilizou o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo na noite de domingo (18), mas a presença de explosivos foi descartada depois de uma vistoria com cães farejadores e o esquadrão antibombas. O alerta partiu da polícia do Senado, responsável pela segurança do parlamentar, enquanto ele enfrentava o presidente Lula (PT) no estúdio.
Segundo o comandante do esquadrão de bombas, capitão Victor Capello Haddad, os dois cães sinalizaram um componente químico. “Feita a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para a confecção de algum artefato explosivo”, disse. A área foi isolada para uma busca mais minuciosa, que concluiu que se tratava de “misturas que volatilizaram e traíram a noção dos cães”, provavelmente amônio ou perclorato.
O carro estava no estacionamento do saguão principal da emissora, no Morumbi, em área reservada às viaturas oficiais das comitivas. Durante a operação, a saída de jornalistas e convidados foi restringida. Flávio deixou o local no carro do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que o acompanhou no debate. Lula saiu da emissora depois do encerramento.
O episódio ocorre na semana em que a direita leva Nikolas Ferreira (PL-MG) ao Bloquinho do 22, na quinta-feira (22), no Recife, ato que já motivou o deputado estadual eleito Gilson Filho (Podemos) a acionar a PF por posts que falavam em atentado. O segundo turno será no domingo (25).
Foto: Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
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