Enquanto a população do Recife enfrenta transtornos sucessivos no trânsito por causa dos bloqueios de ruas e avenidas que ocorrem desde o dia 7 de julho, surgem indícios claros de que funcionários da Prefeitura do Recife, ligados à gestão do PSB, estão atuando diretamente na organização e divulgação em massa de mobilizações contra o governo estadual.

Moradores das regiões afetadas estão recebendo, através de números desconhecidos, convocações em massa via WhatsApp para participarem das manifestações o que evidencia um verdadeiro aparato de disparos coordenados.

Já em grupos de bairros, um dos principais nomes envolvidos é Luiz Vicente de Albuquerque, assessor lotado na Secretaria de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife. O número de telefone aparece no panfleto de convocação para o protesto marcado para a próxima segunda-feira (13/07), às 10h, em frente ao Palácio do Governo.

Paralelamente, o Eduardo da Silva Souza (Eduardo Nino), que também aparece no disparo de conteúdos pelo WhatsApp, atua como assistente técnico na Prefeitura do Recife por meio da Pernambuco Conservadora Ltda.

A Pernambuco Conservadora Ltda foi alvo da Operação Check-in da Polícia Federal em junho de 2026. Na ocasião, a PF apreendeu R$ 200 mil em dinheiro vivo e investigou operadores próximos ao PSB no Recife, incluindo contratos de terceirização de mão de obra com pastas da Prefeitura.

A apuração do bastidor.pe identificou também a atuação de lideranças políticas e comunitárias na organização de protestos relacionados ao auxílio que provocaram bloqueios em diferentes pontos do Recife ao longo dos últimos dias, vêm sendo acompanhados por intensa mobilização nas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Segundo a apuração, a mobilização presencial conta com a participação de nomes como Mirinho, ligado ao PSB, na Imbiribeira; Lucas Peixoto, apontado como aliado político do deputado Eriberto Medeiros, em Nova Morada; e Lula Legal, também vinculado ao PSB, nos atos realizados nas proximidades da BR-101, na região do Detran. O bastidor.pe também identificou intensa circulação de conteúdos digitais relacionados ao tema, com ampla disseminação em grupos e redes sociais.

Os citados têm espaço aberto para apresentar esclarecimentos, posicionamentos ou contestações às informações levantadas pela reportagem.