As apreensões de armas e munições em Olinda expõem a presença de armamento de alto poder de fogo em comunidades marcadas por disputas territoriais envolvendo o Comando Vermelho. Em outubro, ocorrências divulgadas pela Polícia Militar registraram a retirada de um fuzil, uma carabina, uma submetralhadora e uma pistola de circulação, além de munições.
As ações se concentraram no Giriquiti, em Peixinhos, e na Ilha do Maruim. O material recolhido inclui um fuzil calibre 5,56 mm com 28 munições e uma carabina do mesmo calibre. Quatro suspeitos foram presos na operação do Maruim.
Ainda em outubro, policiais encontraram munições 5,56 mm em um carro com restrição de roubo, durante uma ação na região de Giriquiti e Sítio Novo. Segundo a PM, os ocupantes atiraram contra o efetivo e fugiram pelo mangue.
Os registros se somam ao resultado da Operação Asas de Aço, em agosto. Naquela etapa, 19 armas foram apreendidas em Olinda, em áreas como Marezão, Giriquiti e Ponte Preta. Parte do arsenal estava escondida na vegetação.
O mangue aparece repetidamente nas ocorrências como esconderijo de armamento e rota de fuga. Essas localidades também estão entre as áreas onde moradores relatam o avanço de grupos ligados ao Comando Vermelho e confrontos com rivais.
A sequência de apreensões reforça o alerta sobre o abastecimento de armas nas comunidades. A presença de fuzis e carabinas amplia o risco para moradores e policiais em regiões que convivem com tiroteios e restrições à circulação.
A PM e a Secretaria de Defesa Social não divulgaram balanço consolidado que permita medir o crescimento das apreensões no período. As ocorrências documentadas, porém, mostram a necessidade de investigar a origem do arsenal e as redes que sustentam sua circulação.