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Campanha de Lula pede cassação de Flávio por causa da Meta, e Novo pede a de Lula e Alckmin

Redação Por Redação em 20/10/2026, 19h23
Geraldo Alckmin, de terno escuro e gravata verde, e Lula, de chapéu claro e terno, sentados lado a lado à mesa de um evento oficial com bandeiras do Brasil ao fundo

Foto: Sérgio Lima/Poder360

A coligação do presidente Lula (PT) apresentou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação judicial eleitoral que pede a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A AIJE acusa uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico por suposta manipulação dos algoritmos da Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, em benefício do senador.

Entre os pontos citados pela campanha petista estão diferenças no alcance de publicações, restrições ao impulsionamento de conteúdos de Lula e recomendações de perfis favoráveis a Flávio. A Meta nega favorecimento e disse ao TSE que trata os dois candidatos de forma igual, depois que o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para a empresa provar a isonomia. Representantes da Meta e advogados das duas campanhas tiveram reunião fechada marcada no TSE para as 18h desta terça.

No mesmo dia, o diretório nacional do Novo pediu ao TSE a cassação da chapa de Lula e do vice Geraldo Alckmin (PSB) e a inelegibilidade dos dois por oito anos, por abuso de poder político. O partido lista 35 atos do governo federal com benefícios sociais e econômicos editados de janeiro a 16 de outubro, 12 deles no período eleitoral, como o reajuste do Bolsa Família com pagamentos na véspera do segundo turno, subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas e a proibição das apostas on-line por medida provisória. A legenda, que já havia acionado o TSE contra showmícios em atos de Lula, também levou o caso ao Tribunal de Contas da União.

As duas ações correm na Corregedoria-Geral Eleitoral, com direito de defesa e parecer do Ministério Público Eleitoral, e podem ser julgadas depois da votação. Se uma AIJE for considerada procedente, o candidato beneficiado perde o registro ou o diploma, e quem contribuiu para o abuso fica inelegível por oito anos. O segundo turno está marcado para domingo (25).

Foto: Sérgio Lima/Poder360

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