Eleito deputado estadual pelo Podemos, Gilson Machado Filho avisou que vai exercer um mandato independente na Assembleia Legislativa de Pernambuco a partir de fevereiro. Ele descartou entrar na base da governadora Raquel Lyra (PSD), mas disse que vai apoiar as propostas do Executivo que considerar boas para o estado.
“Vai ser um mandato 100% independente. Estou lá para contribuir. Já falei com a governadora, com a vice-governadora. O que elas tiverem de bom para Pernambuco, eu serei um parceiro do governo do Estado”, afirmou.
Vereador do Recife e filho do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, o parlamentar ainda não tem candidato para a eleição da Mesa Diretora da Alepe, marcada para 1º de fevereiro. Ele citou Antônio Moraes, Joãozinho Tenório, Aglaílson Victor e Gustavo Gouveia entre os nomes da disputa e prometeu tornar público o próprio voto, mesmo com a votação secreta.
Sobre a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Lula (PT), Gilson Filho admitiu que o resultado foi duro para o grupo. “Foi uma derrota muito dura, principalmente para mim e para o meu pai aqui no Estado de Pernambuco, porque nós estávamos muito confiantes na vitória”, disse. Ele afirmou que as urnas devem ser respeitadas, mas acusou o governo federal de usar a máquina pública a favor da candidatura petista.
Na disputa pelo Senado em Pernambuco, o deputado eleito avalia que uma união entre Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP) dificilmente mudaria o resultado. Para ele, a força de Lula no estado puxou os candidatos apoiados pelo presidente, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).
O plano agora é trabalhar com o pai, eleito deputado federal pelo Podemos, para reorganizar a direita pernambucana e reduzir a fragmentação do campo conservador de olho nas eleições municipais de 2028. Na Alepe, Gilson Filho diz que vai priorizar o combate ao crime organizado, o saneamento básico e o abastecimento de água.