A Executiva Nacional do PDT aprovou nesta sexta-feira (6) o ingresso do partido na federação com Solidariedade, PRD e Avante. Os pedetistas também deram sinal positivo à entrada do PSB, presidido nacionalmente por João Campos. O PDT não atingiu a cláusula de barreira em 2026 e precisa da união para manter fundo e tempo de TV.

Sem o PSB, o bloco reuniria 18 deputados federais e a senadora eleita Marília Arraes, com o pernambucano Waldemar Oliveira (Avante) cotado para presidir a federação no Estado. A inclusão dos socialistas depende da executiva do PSB marcada para o dia 12, em Brasília, e mudaria o comando para o grupo de João Campos.

Em Pernambuco, a operação enfrenta resistência. Marília Arraes, presidente estadual do PDT, é contra a federação com o PSB e chegou a sinalizar saída da legenda se a união avançar, com apoio de Wolney Queiroz. Waldemar Oliveira também rejeita dividir o bloco com os socialistas. “Se o PSB vier eu saio, pois não teria o menor sentido já que apoiamos a governadora Raquel Lyra”, disse. Carlos Lupi afirma que as conversas com o PSB seguem e que a formalização no TSE pode ocorrer até 1º de fevereiro.