A defesa do deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB) informou nesta terça-feira (3) que a prisão preventiva do parlamentar foi revogada. Segundo o advogado Weryd Simões, a decisão partiu do juiz da 15ª Vara Criminal da Capital, a mesma que havia decretado a medida em 29 de outubro, em processo que apura suspeita de extorsão e tramita sob segredo de justiça.

De acordo com o advogado, o caminho até a revogação teve duas etapas. Primeiro, a defesa obteve no Tribunal de Justiça de Pernambuco uma liminar em mandado de segurança para ter acesso aos autos. Depois, com os fundamentos da preventiva em mãos, ingressou com habeas corpus pedindo a soltura. Simões afirma que o juiz cumpriu integralmente a decisão, liberou o acesso ao processo e revogou a prisão.

A versão chega dias depois de um episódio de ruído entre a defesa e o tribunal. Na semana passada, um comunicado dos advogados deu a entender que a ordem de prisão estava suspensa, e o TJPE precisou esclarecer em nota que a liminar garantia apenas a habilitação do advogado e o acesso aos documentos, sem interferir na custódia. Desta vez, a revogação também foi informada pelos advogados.

Comunicador, Emerson foi eleito para a Assembleia Legislativa com 49.254 votos. A defesa sustenta que ele compareceu espontaneamente ao Grupo de Operações Especiais em outubro, sem intimação, e que os fatos investigados não têm relação com a campanha.

Com a revogação, segundo Simões, o deputado eleito segue em liberdade e cumprirá os ritos de diplomação e posse na Alepe, prevista para fevereiro de 2027. Caso Emerson ficasse impedido de assumir, a vaga seria ocupada pelo primeiro suplente do MDB, Flávio Gadelha Filho, filho do prefeito de Abreu e Lima.