O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) publicou um vídeo nesta segunda-feira (2) com um balanço da eleição de 2026, na qual disputou uma vaga na Câmara dos Deputados e não se elegeu. Ele reconheceu que o resultado ficou abaixo do esperado e disse que ainda não definiu os próximos passos na política. “É tempo de recomeço. Mas sem pressa, tudo no tempo de Deus”, afirmou.

Filho do ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho, Miguel governou Petrolina por dois mandatos e é uma das principais lideranças da centro-direita no Sertão do São Francisco. Neste ano, tentou viabilizar candidatura ao Senado e, sem espaço na chapa, aceitou disputar a Câmara a pedido de integrantes do próprio grupo. No vídeo, ele disse que sabia dos riscos de uma candidatura montada de última hora e que procurou não atrapalhar os aliados.

“Sou muito grato a Petrolina. Tive a maior votação da história para deputado federal. Nosso grupo saiu forte em geral, mas o resultado não foi o que eu queria”, declarou. Na leitura dele, o crescimento acelerado da cidade, que recebeu mais de 100 mil novos moradores nos últimos anos, trouxe um eleitorado que não acompanhou suas gestões.

“Perder nos diminui? Não creio. Tenho refletido muito, vejo sempre o copo meio cheio e assim aprendi muito nesses últimos anos. Me sinto mais preparado, mais humilde e mais focado”, disse. Ele afirmou que vai se dedicar à família, aos amigos e aos negócios antes de pensar em novos projetos.

Miguel também falou do ano pessoal difícil. Ele e a esposa, Lara, perderam o terceiro filho, Rafael, aos oito meses de gestação, e uma semana depois ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Segundo o ex-prefeito, mais de oito meses depois ainda não teve acesso ao inquérito para entender os motivos da investigação.