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Marília Arraes resiste à federação do PDT com o PSB e entra na lista para o Ministério do Esporte

Redação Por Redação em 02/11/2026, 12h24
Montagem com Marília Arraes, de camiseta vermelha, e Leila Barros discursando no Senado

Foto: Divulgação/Agência Senado

A senadora eleita Marília Arraes, presidente do PDT em Pernambuco, virou peça de duas negociações ao mesmo tempo em Brasília. Ela se opõe à federação entre o PDT e o PSB articulada pelos presidentes nacionais Carlos Lupi e João Campos e, em paralelo, aparece entre os nomes do partido para o Ministério do Esporte no quarto mandato de Lula.

Dentro do PDT, a disputa pela pasta é com a senadora Leila Barros, do Distrito Federal, ex-jogadora de vôlei que não conseguiu renovar o mandato e ficará sem cargo a partir de fevereiro de 2027. Marília chegaria ao ministério com a vitória na corrida ao Senado deste ano. O Esporte também é cobiçado por outras siglas da base, e o deputado Eduardo da Fonte (PP) foi citado para o posto nos últimos dias.

O nó está na federação. Marília votou contra a junção porque o comando da aliança em Pernambuco ficaria com João Campos, presidente nacional do PSB. Na leitura de aliados, o movimento não é rompimento com o primo, com quem dividiu a chapa majoritária em 2026, e sim defesa da autonomia do PDT na escolha de alianças, palanques e candidaturas nos municípios.

O PDT não atingiu a cláusula de desempenho e precisa de um arranjo para manter acesso a fundo partidário e tempo de propaganda. Entre as alternativas que circulam estão federações com PSDB e Cidadania, Solidariedade e PRD, Rede e PSOL ou o Avante. As duas primeiras são vistas como mais confortáveis para Marília, porque essas legendas não têm em Pernambuco lideranças capazes de disputar o protagonismo com ela.

Uma eventual saída do PDT, caso a federação com o PSB avance, também entrou no cálculo, e o PSDB aparece como destino provável. A chegada da senadora eleita ajudaria os tucanos a formar uma bancada de três nomes no Senado.

Neta de Miguel Arraes, Marília foi deputada federal e disputou o governo do estado em 2022. Seu nome segue lembrado para a Prefeitura do Recife em 2028, eleição em que o prefeito Victor Marques (PCdoB), que era vice de João Campos, é candidato natural à reeleição.