A Justiça italiana decide nesta terça-feira (27) se extradita a ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. Ela foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por perseguir e apontar uma arma para um homem em São Paulo, na véspera do segundo turno de 2022.

A sessão estava marcada para quinta-feira (29), mas foi antecipada, segundo a defesa, por um erro de comunicação. Zambelli está em liberdade na Itália desde maio.

Em julho, a Corte de Cassação italiana anulou a decisão que autorizava a extradição e mandou o pedido brasileiro a novo julgamento. Os juízes rejeitaram a tese da defesa de perseguição política, mas pediram garantias sobre a assistência médica que ela teria na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, a Colmeia. A defesa diz que a ex-deputada sofre de fibromialgia e tem episódios de desmaio.

As autoridades brasileiras já enviaram as informações complementares. O julgamento desta semana não reexamina a condenação, só verifica se as exigências da lei italiana e dos tratados internacionais foram cumpridas.

O advogado Eduardo Mauricio afirma que o novo pedido também deve ser negado e diz preparar duas revisões criminais no Brasil e dois pedidos de exclusão do nome de Zambelli da lista da Interpol. Para a defesa, as condenações relatadas pelos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes são “abusivas e ilegais”.