Se João ganha no domingo, a oposição ao PSB acaba
Foto: Reprodução/TV Globo
Se João Campos vencer o Governo de Pernambuco no domingo, no primeiro turno, o que estará em jogo não é apenas uma eleição. É a continuidade do principal polo que conseguiu interromper um ciclo de 16 anos do PSB no Palácio do Campo das Princesas.
O partido governou Pernambuco de 2007 a 2022. Eduardo Campos abriu o ciclo e Paulo Câmara completou a sequência. Tudo só terminou quando Raquel Lyra venceu a eleição de 2022. Ela foi a única capaz de tirar o PSB do Governo do Estado.
No Recife, o ciclo nunca foi quebrado. João foi reeleito em 2024 e manteve a capital sob comando socialista pelo quarto mandato consecutivo.
É aí que está o tamanho de domingo. Se João conquistar também o Estado já no primeiro turno, Recife e Palácio voltam a ficar sob o mesmo campo político, enquanto o único nome que conseguiu derrotar o PSB numa disputa estadual sofre sua primeira grande derrota desde que construiu esse polo.
Oposição continuará existindo. Haverá deputados, prefeitos, vereadores e partidos contra o governo. Porém, ninguém terá força estadual para transformar essa oposição em alternativa real de poder.
Foi isso que Raquel construiu entre 2016 e 2022. Uma ruptura interna que virou Prefeitura de Caruaru, depois Governo e finalmente um contraponto estadual ao PSB.
Uma vitória de João pode desmontar justamente o polo que levou anos para se tornar competitivo contra a Frente Popular.
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