Raquel aciona TRE contra João por núcleo de ataques nas redes
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/TV Cultura
A coligação Pernambuco de Coração, da governadora Raquel Lyra (PSD), entrou nesta quarta-feira com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TRE-PE contra João Campos (PSB), o vice Carlos Costa (Republicanos) e administradores de perfis acusados de atacar a candidata nas redes. O pedido mira abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação.
Na peça, a campanha diz ter achado indícios de um núcleo coordenado com páginas como “Raquel Bolada” e “João Campos Platinado”, além de contas no Instagram e no TikTok. Também levanta suspeita de que a estrutura da Prefeitura do Recife tenha alimentado a operação. A Justiça Eleitoral ainda precisa apurar. Nada disso é conclusão.
Um dos alvos centrais é a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Eduardo da Silva Souza, apontado como responsável por “@raquel_bolada” e “@eduardoninoof”, e de Marcelo Augusto Serra Diniz, ligado a “@marcelodinizpe”. O pedido alcança as empresas MD Inteligência Digital Ltda. e U Porto Agência de Publicidade Ltda., no intervalo de 1º de junho a 4 de outubro. A coligação quer saber quem pagou, quem recebeu, quanto e sob qual justificativa.
A representação pede que a Prefeitura do Recife entregue, em dez dias, o contrato com a Pernambuco Conservadora Ltda. e a lista de trabalhadores na Secretaria de Articulação Política e Social. Entre os nomes estaria Eduardo Nino, descrito como cabo eleitoral do PSB ligado ao secretário de Esportes Eduardo Mota (PSB), filho de Nilton Mota, coordenador político da campanha de João. A ação também cita foto de Nino ao lado do candidato.
Em 13 de setembro, a Justiça Eleitoral mandou suspender “Raquel Bolada” depois de postagem que sugeria jogar ovos na governadora em agenda de campanha. A conta saiu do ar. A peça pede ainda planos de mídia, notas fiscais e IPs das redes da Prefeitura, inclusive acesso remoto, conforme a cobertura desta quarta.
Outros perfis entram na lista, entre eles “@jefinhodeolinda”, “@rodrigocastelli.pe”, “@esquerdape”, “@paulistaresiste”, “@pernambuco40_joaocampos”, “@jatobaordinario”, “@brunocribeiro_ofc” e “@tocomjoaobuique”. Para a defesa de Raquel, o elo seria o mesmo advogado em processos anteriores, Celso Rocha Barbosa Souza, comissionado em gabinete da Câmara do Recife e sócio de Américo Pinto, apontado como amigo de infância de João e de Pedro Campos.
A peça ainda menciona liminar de 11 de setembro que suspendeu contrato de R$ 180 mil entre Garanhuns, cidade do aliado Sivaldo Albino (PSB), e o escritório Rocha & Pinto. Em agosto, a Frente Popular já havia pedido investigação sobre um suposto “gabinete do ódio” no governo do Estado. Até a publicação desta reportagem, Prefeitura e campanha de João e Carlos Costa não haviam respondido aos questionamentos da imprensa.
Fontes. Jornal do Commercio; g1 PE.
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