A campanha de Raquel Lyra (PSD) respondeu, nesta quinta-feira (27), à coletiva em que a Frente Popular de João Campos (PSB) anunciou ações na Justiça Eleitoral e em outros órgãos. Em nota, a equipe da governadora afirmou que vai à Justiça contra o que chamou de acusações sem provas e que os advogados já foram acionados para responsabilizar quem produzir ou espalhar mentiras sobre a candidata à reeleição.
O texto da coligação Pernambuco de Coração trata a coletiva do PSB como troca de propostas por acusações no calendário eleitoral. Diz que o adversário “anuncia ações que ainda não existem, baseadas numa denúncia sem provas” e contrapõe: quem tem trabalho a mostrar mostra trabalho; quem não tem convoca a imprensa para anunciar processos.
Sobre o episódio do servidor Amisadai Andrade da Silva, citado na reportagem da TV Record e exonerado na quarta (26), a campanha reforça que foi a própria governadora quem determinou a demissão imediata e a apuração dos fatos. Na leitura da nota, isso seria o comportamento de quem “não tem nada a esconder”: aponta o erro e apura, em vez de terceirizar ataques nas sombras.
A peça também distingue a forma de fazer campanha. “A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura”, escreve o comunicado, e fecha dizendo que, enquanto o adversário fala de ódio, a governadora segue “falando com coração” e trabalhando.
Do outro lado, a Frente Popular anunciou na manhã desta quinta uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral no TRE-PE e medidas no MP, no TCU, no TCE e na CGU, com cinco eixos — redes, ônibus escolares, monitoramento de veículo, aeronaves e publicidade. Nada disso, até aqui, é sentença: a AIJE ainda precisa ser protocolada e instruída. O Bastidor segue o trâmite.




