Mesmo Datafolha, duas leituras: aliados da governadora enxergam tendência consolidada; socialistas tratam o quadro como ainda aberto.
Os números de Raquel Lyra (PSD) (47%) e João Campos (PSB) (40%) na estimulada do Datafolha desta sexta-feira (21) dividiram as narrativas dos palanques. No entorno da governadora, o resultado foi lido como confirmação de tendência; no campo socialista, a ênfase foi relativizar a foto e sustentar que a disputa permanece em aberto.
Excluídos brancos, nulos e indecisos, a repercussão nos bastidores aponta cerca de 52% para Raquel e 44% para João nos votos válidos do mesmo levantamento.
Espontânea no radar governista
Daniel Coelho (PSD), ex-secretário estadual de Meio Ambiente e candidato a deputado federal, privilegiou o recorte espontâneo (39% a 26%). Para ele, os 13 pontos naquele cenário mostram o eleitor que já declara preferência sem lista. Coelho projetou vitória de Raquel ainda no primeiro turno, inclusive na capital e na Região Metropolitana.
Resposta socialista
O deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) afirmou que quem acompanha pesquisa sabe que foto isolada não conta o filme inteiro e lembrou oscilações de 4 a 8 pontos entre Raquel e João no próprio Datafolha nos últimos três meses. Citou ainda o instituto Real Time, que, na leitura socialista, apontaria empate técnico em agosto.
Sileno Guedes e Rinaldo Jr., também do PSB e procurados pelo portal Ricardo Antunes, não comentaram os números.
Depois da divulgação, Raquel manteve compromisso em Rio Doce, Olinda, com a prefeita Mirella Almeida (PSD). João Campos esteve em Abreu e Lima com o prefeito Flávio Gadelha (PSB). Os dois campos seguiram a rua enquanto disputam a narrativa dos números — um a consolidar vantagem, o outro a ganhar tempo até o horário eleitoral. O Bastidor continua acompanhando.




