A eleição presidencial deste domingo (25) também pode definir os próximos passos de João Campos (PSB). Derrotado por Raquel Lyra (PSD) no primeiro turno em Pernambuco, o ex-prefeito do Recife ficou sem mandato executivo e passou a concentrar esforços na campanha de Lula (PT).
Raquel foi reeleita com 53,27% dos votos válidos, contra 44,82% de João. O resultado representou a primeira grande derrota eleitoral do socialista e deixou o PSB sem nenhum governo estadual no país.
No dia seguinte à derrota, João desembarcou em Brasília a convite de Lula para participar da coordenação da campanha presidencial. Desde então, intensificou sua participação em atos e mobilizações pelo Nordeste.
Aliados do PSB já contam com a presença de João Campos como ministro em um novo governo Lula. Mas há uma ironia nessa história.
Em maio, durante uma agenda em Jupi, no Agreste pernambucano, João afirmou, em tom descontraído, que, “se nada der certo, a gente vira ministro da Eucaristia”.
A declaração provocou críticas de adversários e de integrantes da comunidade católica. João respondeu que a fala havia sido retirada de contexto e que reproduzia um episódio contado por seu pai, Eduardo Campos. Também reafirmou seu respeito à religião.
Agora, depois da derrota estadual, a frase voltou a circular entre opositores, que passaram a brincar com os possíveis destinos políticos do socialista.
Uma vitória de Lula poderá colocar João nas articulações para a formação do próximo governo. Caso Flávio Bolsonaro vença, o ex-prefeito terá pela frente o desafio de reorganizar o PSB e construir seu próprio caminho até 2030.
Por enquanto, o ministério em Brasília é uma possibilidade. O da Eucaristia continua sendo uma frase que seus adversários não deixam cair no esquecimento.