Jones Manoel nega apologia à violência e deixa em aberto disputa pelo Recife
Foto: Otávio Gaudêncio/Jamildo.com
O deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL) negou ter feito apologia à violência em discurso na Universidade de Pernambuco (UPE) e disse que vai vencer os processos abertos contra ele. Na fala, Jones defendeu que atos em universidades tenham uma comissão de segurança com gente “que saiba dar uns tapas se necessário”. Em entrevista ao vivo na sexta-feira (16), explicou o sentido. “O que é que é gente que sabe dar uns tapas? É gente que saiba se defender, pra defender a gente!”, afirmou.
As críticas partiram do deputado federal eleito Eduardo Moura (Novo) e do deputado estadual eleito Gilson Filho (Podemos). Moura chegou a chamar o comunista de “frouxo” em vídeo nas redes. Os dois protagonizaram um debate que viralizou nacionalmente e a partir de 2027 vão dividir a bancada pernambucana na Câmara dos Deputados.
O embate já mira 2028. Ao fim da entrevista, Jones deixou em aberto uma candidatura a prefeito. “Depois do resultado das eleições, está todo mundo especulando se vou ser candidato a prefeito de Jaboatão ou de Recife. Aí faltou perguntar isso, mas na próxima entrevista eu respondo para vocês”, disse. Logo após o primeiro turno, ele tinha negado pensar em eleição municipal. Moura também mudou o tom e disse em outro podcast que “hoje eu já não digo não” à disputa, acrescentando que “dá vontade de topar o desafio”.
Jones disputou o governo do estado em 2022 e ficou em sexto lugar, com 0,69% dos votos. Neste ano, foi o mais votado em bairros como Boa Viagem. A corrida pelo Recife também tem como cotados o deputado federal Pedro Campos (PSB), o deputado Túlio Gadêlha (PSD) e a vice-governadora Priscila Krause (PSD), além do debate interno do PT. A oposição vê um Recife mais aberto depois do resultado de outubro.
Foto: Otávio Gaudêncio/Jamildo.com
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