A possibilidade de Dani Portela disputar a Prefeitura do Recife pelo PT em 2028 já encontra resistência entre integrantes da ala mais antiga do partido, especialmente no grupo político ligado ao ex-prefeito João Paulo.

Nos bastidores, nomes importantes do partido questionam a legitimidade política da deputada estadual para representar a legenda numa eleição municipal. Dani chegou ao PT em 2026, depois de construir sua trajetória no PSOL, e ainda é vista por esse grupo como uma figura de fora da tradição partidária.

Entre os veteranos, há quem interprete sua filiação como uma acomodação eleitoral, motivada pelas dificuldades que enfrentaria para encontrar espaço em outra chapa com aval de João Campos. A avaliação é de que a deputada passou a disputar protagonismo numa legenda cuja história política no Recife foi construída por lideranças que estão no partido há décadas.

A participação de João Campos na aproximação de Dani com o PT também alimenta o desconforto. Para esse grupo, a influência do ex-prefeito na movimentação reforça a percepção de que a eventual candidatura não nasceu de uma construção interna da legenda.

Dani, por sua vez, já demonstrou disposição para disputar a Prefeitura e defende que o PT volte a ter protagonismo na administração municipal, inclusive com o controle da chamada “caneta do Executivo”.

Embora a resistência ainda não tenha se transformado em confronto público, as divergências indicam que a definição do candidato petista em 2028 poderá passar por uma grande disputa interna.