O Datafolha registrou nesta sexta-feira (18), no sistema PesqEle do TSE, uma nova pesquisa de intenção de voto em Pernambuco para governador e senador. O protocolo é PE-08125/2026. A coleta vai de 22 a 24 de setembro, e a divulgação está marcada para o dia 24. A data respeita o prazo mínimo de cinco dias entre registro e divulgação. A eleição será em 4 de outubro.
O trabalho custa R$ 153.527,92. Foi contratado pela Empresa Folha da Manhã e pela Globo Comunicação e Participações, ambas com recursos próprios. A amostra prevista é de 1.204 entrevistas, com margem de erro de 3 pontos percentuais e confiança de 95%. A estatística responsável é Renata Nunes Cesar (CONRE 7249A), empregada do instituto.
Como será feita
A abordagem é pessoal, em pontos de fluxo, com questionário em tablet. A amostra é estratificada por tipo de município (capital, região metropolitana e interior). Cidades com mais de 200 mil habitantes são tratadas como estratos. Os entrevistados são escolhidos por cotas de sexo e faixa etária. A ponderação considera estrato, gênero e idade, e a escolaridade pode ser ajustada.
O instituto diz checar ao menos 20% dos questionários de cada entrevistador. A lista de municípios e bairros só será anexada até o dia seguinte à divulgação.
Nas notas fiscais
O valor registrado equivale a duas vezes R$ 76.763,96, preço unitário que aparece nas duas notas. A NFS-e nº 7288, da Folha, emitida em 9 de setembro, lista uma pesquisa de Pernambuco por esse valor, que corresponde a 50% do custo. Os outros 50% ficam com a Globo, que pagou em quatro parcelas (notas 7185, 7206, 7245 e 7276, entre junho e setembro).
A descrição da Globo prevê, para o primeiro turno em Pernambuco, quatro pesquisas de R$ 76.763,96 e uma de R$ 102.351,96, sempre pela metade do custo. As notas não informam as datas, mas indicam que ainda pode haver levantamentos até a eleição.
O histórico do Datafolha em Pernambuco
• Out/2025, fev/2026 e 16/abr: Raquel Lyra (PSD) marcou 31%, 35% e 38% nessas rodadas. João Campos (PSB) oscilou entre 53% e 47% nos sete meses até maio.
• 25 a 27/mai (1.022 entrevistas, Nassau/TV Tribuna): Lyra 48% e Campos 43% no primeiro turno. No segundo turno, Lyra tinha 51% e Campos 44%. Foi a primeira vez que Lyra apareceu na frente.
• 28 a 30/jul (1.022, Nassau): Lyra 48% e Campos 42%. No segundo turno, 49% a 45%. No Senado, houve empate técnico entre Marília Arraes, Humberto Costa, Mendonça Filho e Miguel Coelho.
• 18 a 20/ago (1.204, Folha/Globo): Lyra 47% e Campos 40%. Nos votos válidos, 52% a 44%. Para o Senado, Marília Arraes tinha 15%, Humberto Costa 14%, Mendonça Filho 12% e Eduardo da Fonte 11%.
• 8 a 10/set (1.204, Folha/Globo): Lyra 47% e Campos 42%, empate técnico. No segundo turno, Lyra 51% e Campos 44%. Marília Arraes lidera o Senado com 18%, seguida de Humberto Costa (16%) e Mendonça Filho (12%). Eduardo da Fonte vem em seguida, com 10%.
Nas quatro pesquisas mais recentes, Lyra ficou entre 47% e 48%, e Campos entre 40% e 43%. A vantagem da governadora foi de 5, 6, 7 e 5 pontos, sempre perto do limite da margem de erro. A amostra passou de 1.022 para 1.204 entrevistas quando Folha e Globo assumiram a contratação, tamanho que a nova rodada mantém.




