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PF diz que Willer Tomaz pagou viagens de ex-presidente da Loterj indicado pelo PL

Redação Por Redação em 21/10/2026, 17h07
Hazenclever Lopes Cançado, de óculos, terno escuro e gravata vermelha, sorri ao lado de um painel azul com a sigla PL e o nome Partido Liberal

Foto: Reprodução/Instagram

Relatório da Polícia Federal aponta que o advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL), mantinha “atividade profissional conjunta e proximidade pessoal” com o então presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj), Hazenclever Lopes Cançado, e custeou viagens do dirigente enquanto ele comandava a autarquia. Segundo a investigação, empresas ligadas a Willer foram beneficiadas por decisões da Loterj no mesmo período.

Hazenclever assumiu a Loterj em julho de 2022. Em nota, o ex-governador do Rio Cláudio Castro afirmou que ele chegou ao cargo por indicação do PL. A autarquia regula e fiscaliza as loterias no estado e credencia empresas de apostas on-line. No início de 2023, a Rio Pag, controlada por Willer segundo a PF, venceu o edital para processar os pagamentos dos apostadores. A concorrente ofereceu repasse de 26,00% contra 20,000% da Rio Pag, mas foi desclassificada porque o edital exigia três casas decimais. Meses depois, a Loterj credenciou a Rede Loto, outra empresa ligada ao advogado, para explorar apostas on-line.

A PF encontrou no celular de Willer registros de uma hospedagem no Rio e de uma passagem entre Rio e Brasília em maio de 2025, além de duas viagens em junho do mesmo ano, todas pagas pelo advogado. Para os investigadores, a relação entre os dois é anterior à nomeação. A apuração também cita o ex-governador e outros políticos fluminenses próximos ao advogado.

Willer afirmou que mantinha parceria profissional com Hazenclever, que também é advogado, que os valores eram adiantamentos por serviços prestados e que atua apenas como advogado da Rio Pag, sem participar da gestão. O inquérito no STF já mostrou que ele pagou para tirar do ar notícias que o ligavam a Flávio, e notas fiscais revelaram que o escritório do senador recebeu R$ 13,7 milhões de outros advogados.

Foto: Reprodução/Instagram

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