Vigilância Sanitária confirma três tentativas frustradas de fiscalização e ausência de registro de licença sanitária.
ATUALIZAÇÃO (6/11/2026): Esta reportagem foi atualizada com informações oficiais da Vigilância Sanitária do Recife, que confirmou três tentativas de fiscalização no imóvel e informou não haver registro de licença sanitária para o estabelecimento.
Moradores e funcionários do Edifício Olinda, na Avenida Mário Melo, no Centro do Recife, denunciam mau cheiro recorrente que atribuem a um imóvel alugado pela responsável pelo Tacho do Mar, quiosque gastronômico da feira da Rua da Aurora. Segundo os relatos, o odor alcança apartamentos de diferentes andares. O Bastidor PE esteve no edifício e constatou o mau cheiro.
A reportagem teve acesso a dois vídeos. No primeiro, de 1º de outubro, uma moradora registra a limpeza do imóvel e denuncia o lançamento de água que identifica como proveniente de frutos do mar na calçada. No segundo, de 5 de novembro, outro morador afirma que o porteiro precisou se afastar do posto devido ao odor.
Procurada, a empresária Jéssica Pessoa afirmou que uma falta de energia provocou anteriormente a deterioração de alimentos no imóvel. Segundo ela, atualmente são armazenados apenas descartáveis e vasilhas. Jéssica declarou ter realizado uma limpeza pesada nesta sexta-feira (6) e negou a existência de mau cheiro.
A versão contrasta com os relatos de moradores e funcionários, que afirmam conviver semanalmente com o problema. Segundo eles, a limpeza de utensílios frequentemente intensifica o odor.
Fiscalização
Em resposta ao Bastidor PE, a Vigilância Sanitária informou que não há registro de licença sanitária para o estabelecimento no sistema municipal. Confirmou ainda visitas ao imóvel, localizado no número 86 da Avenida Mário Melo, nos dias 31 de agosto, 3 e 16 de setembro.
Nas três ocasiões, o local estava fechado, impossibilitando a inspeção. Os fiscais conversaram com moradores, que relataram funcionamento irregular quanto aos dias e horários. A equipe deixou um telefone para comunicação sobre a presença de funcionários, mas não recebeu retorno.
O órgão confirmou denúncia registrada na Ouvidoria Municipal de Saúde. Embora não tenha recebido novos registros desde agosto, informou que realizará outra tentativa de fiscalização.
Jéssica afirmou que seu estabelecimento na feira já havia sido fiscalizado sem irregularidades. Também acusou uma vizinha de perseguição e mencionou possível ação judicial por uma gravação feita no imóvel. As reclamações, porém, incluem registros de diferentes moradores.
Uma reunião entre moradores, síndico e proprietário do imóvel está prevista para 24 de novembro, para discutir soluções.