Se as eleições de 2026 fossem um campeonato de gestão partidária, o presidente estadual do Novo, Tecio Teles, seria o craque do jogo.

O motivo está no placar. Sob sua gestão, o Novo elegeu Eduardo Moura deputado federal com 113.482 votos e garantiu a reeleição de Renato Antunes para a Assembleia Legislativa, com 32.200 votos. O partido também preservou sua presença na Câmara do Recife e apresentou uma candidatura competitiva ao Senado, com Carlos Sant’Anna.

O resultado tem uma história que o Bastidor acompanha desde 2025.

Em outubro daquele ano, publicamos a análise “Como Tecio Teles reposiciona o Partido Novo no Nordeste”. O texto descrevia um dirigente que havia transformado um diretório sem expressão eleitoral em uma estrutura organizada, com planejamento, formação de lideranças e capacidade de administrar divergências internas.

Em fevereiro de 2026, voltamos ao assunto. Enquanto o PL enfrentava disputas internas, o Novo já havia reunido mais de 90 pré-candidatos e trabalhava com um calendário político que ultrapassava as eleições daquele ano.

As urnas deram dimensão concreta àquela estratégia. Renato Antunes recebeu menos votos do que em 2022, enquanto Eduardo Moura teve uma ótima votação, embora abaixo das expectativas. Ainda assim, a organização das chapas foi decisiva para a conquista dos dois mandatos.

Uma eleição proporcional também se vence muito antes da campanha, na escolha dos candidatos, na formação das chapas e na construção de uma estrutura capaz de transformar votos em representação parlamentar.

O Novo ainda precisa ampliar seu alcance popular, mas saiu de 2026 com representação federal, estadual e municipal, além de uma base para disputar espaço em 2028.

Tecio não conquistou uma cadeira para si. Mas, na política, às vezes, o craque do jogo é justamente quem monta o time.