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STF furou a bolha e a bola parou na frente do gol para Mendonça Filho

Rodrigo Ambrosio Por Rodrigo Ambrosio em 16/09/2026, 11h25
Mendonça Filho em sabatina

Mendonça Filho durante sabatina do PodJá. Foto: Otávio Gaudêncio/Jamildo.com

O tema do Supremo Tribunal Federal deixou de ser conversa de Brasília. Depois do que foi televisionado ontem, virou assunto nacional. Em Pernambuco ninguém está melhor posicionado do que Mendonça Filho.

O que aconteceu ontem foi um baita movimento social e ao mesmo tempo um grande espetáculo. O país inteiro viu ministros trocando acusações no plenário, a ministra Cármen Lúcia pedindo desculpas ao povo brasileiro e o julgamento de Alexandre de Moraes sendo interrompido por um pedido de vista. Tudo isso terminou sem resposta e a repercussão não perdoou.

Jornal nacional, rádio, WhatsApp, meme, coluna e horário eleitoral passaram a tratar do mesmo ponto. De norte a sul o tema da reta final das eleições brasileiras tende a ser esse. O debate saiu do eixo ideológico e passou a girar em torno da instituição. Quando um assunto fura a bolha desse jeito, ele deixa de circular só entre convertidos e começa a aparecer em mesa de bar, fila do caixa e intervalo de novela. Virou o tema da eleição.

A imprensa internacional já media o tamanho do choque. O Financial Times escreveu que a crise sem precedentes no STF poderia ter impacto decisivo nas eleições de outubro. Analistas brasileiros repetem o mesmo diagnóstico nesta quarta e afirmam que a pauta institucional sequestrou as eleições, o que favorece o discurso antissistema e pressiona sobretudo quem é visto como parte do arranjo atual.

Antes do episódio de ontem a Quaest já apontava que 56% dos entrevistados não confiam no STF e que apenas 9% dizem confiar plenamente. Entre os independentes a desconfiança chegou a 65%.

Em Pernambuco esse mapa nacional encontra um candidato. Nenhum dos outros postulantes ao Senado consegue montar campanha contra o episódio de ontem no Supremo sem se contradizer. Mendonça Filho consegue.

A bola está na marca do pênalti e o goleiro fora do gol. O assunto que tende a dominar a reta final no Brasil inteiro já aparece assim nos textos desta manhã. Mendonça não precisa inventar pauta nem puxar o eleitor para um tema distante. O tema veio até ele.

A bola está quicando na frente dele. Só não pode perder o gol.

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