Operação da CIA humilha Moraes, Lula e imprensa brasileira
Foto: Reprodução
Enquanto veículos brasileiros noticiavam, na tarde de terça-feira (27), que Flávio Bolsonaro já tinha chegado aos Estados Unidos, o senador ainda estava em casa, em Brasília. Ele só saiu da residência por volta das 19h, em um comboio.
Segundo registro oficial da Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio, a esposa Fernanda e as filhas Carolina e Luiza cruzaram a Ponte Internacional Tancredo Neves (Foz do Iguaçu–Puerto Iguazú) às 22h50. Às 23h30 embarcaram em voo privado da Baires Fly (Gulfstream G400) com destino a Guayaquil, no Equador. A aeronave decolou por volta das 0h22 e pousou em Guayaquil na manhã desta quarta. De lá, segundo monitoramento de voos, seguiu para Miami (aeroporto Opa-Locka), com previsão de pouso por volta das 10h40 no horário de Brasília. Ou seja: nesta manhã de quarta-feira ele ainda está chegando aos Estados Unidos.
A movimentação ocorreu apesar da ordem do ministro Alexandre de Moraes (STF) de entregar os passaportes e de não deixar o país. O prazo venceu pela manhã e a PF cancelou os documentos. O empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como aliado de Trump, chamou a operação de “Alba”, atribuiu a articulação a Marco Rubio e alegou participação da CIA e da inteligência argentina para criar uma rede de mentiras e despistar imprensa e autoridades brasileiras durante todo o dia. Não há confirmação oficial dos governos dos EUA ou da Argentina sobre o envolvimento de serviços de inteligência.
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