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Grande vitória do Exército de Lula

Rodrigo Ambrosio Por Rodrigo Ambrosio em 25/10/2026, 20h57
Ricardo Stuckert/Divulgação

A reeleição de Lula confirma que a mobilização digital ainda decide eleições, mesmo na reta final. O que parecia um terreno desorganizado nas redes se transformou, nas últimas semanas, em uma máquina de alcance e engajamento que sustentou o candidato do PT até o fim.

O exemplo mais claro é o de André Janones. Sem ocupar cargo formal na campanha, ele organizou e acionou o que ficou conhecido como o exército digital de Lula. Grupos, perfis e redes de disseminação passaram a operar de forma coordenada, multiplicando mensagens, respondendo ataques e mantendo o tema da reeleição no centro da conversa online. O que era fragmentado virou volume nas redes.

Em um segundo turno turbulento, a presença digital ajudou a manter a base ativa. O eleitor que já estava decidido continuou exposto a conteúdos que reforçavam a escolha. O indeciso encontrou, nas redes, mais argumentos do lado de Lula do que do outro.

A vitória mostra que o digital não é parte da operação. Janones provou que é possível organizar esse exército mesmo sem a estrutura oficial completa, e que o resultado aparece nas urnas. Para o PT, a lição é direta: a reeleição não foi só de Lula. Foi também da capacidade de transformar redes sociais em força de mobilização quando mais importava.

O grande exemplo neste segundo turno é que, no Brasil de 2026, nunca é tarde demais para o digital fazer a diferença.

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