Disputa pelo governo de Pernambuco praticamente não saiu do lugar desde julho
Raquel Lyra e João Campos. Foto: Reprodução/G1
A Quaest de setembro devolveu Pernambuco ao mesmo lugar de julho. Raquel Lyra (PSD) marca 43% e João Campos (PSB), 37% no primeiro turno estimulado. Em julho era 43% a 37%. Em agosto, 44% a 36%. Três rodadas, a mesma fotografia.
O cenário não se moveu mesmo depois do horário eleitoral no rádio e na TV, das acusações de “gabinete do ódio”, dos cartazes apócrifos, da campanha em torno da saúde, da educação e das creches, dos protestos e das denúncias para todo lado.
É troca que se anula. Cada golpe consolidou o eleitor que já estava com Raquel e o eleitor que já estava com João. Transferência, quase nenhuma.
O que mudou de verdade foi o eleitor. Em julho, 58% diziam que o voto para governador já estava definido. Em agosto, 72%. Agora, 76%. Quem ainda admite mudar caiu de 41% para 23%.
Esse empate no barulho é ruim para João Campos. Faltam 25 dias para o primeiro turno, em 4 de outubro. Com três em cada quatro eleitores já cravados e Raquel numericamente à frente, a margem de quem ainda pode virar o voto ficou estreita demais. A campanha oficial consolidou mais do que converteu. E o relógio passou a jogar a favor de quem chegou na frente e ficou.
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