Nunes Marques recua após pedido de Gonet e libera frota federal para levar indígenas às urnas
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reconsiderou na noite deste sábado (24) parte da decisão que dificultava o transporte de eleitores indígenas no 2º turno. Com o novo despacho, veículos e embarcações da Funai, da Secretaria de Saúde Indígena, dos distritos sanitários indígenas, do Ministério dos Povos Indígenas e de outros órgãos federais passam a ser considerados a serviço da Justiça Eleitoral neste domingo (25).
Na sexta-feira (23), o ministro tinha exigido autorização expressa do juiz eleitoral para cada operação, com o argumento de que a simples comunicação de rotas não garantia controle suficiente contra o uso político da estrutura pública. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recorreu ao STF no sábado, alertando que não havia tempo para analisar viagem por viagem, sobretudo onde o trajeto até a seção leva horas ou dias de barco.
O pedido foi dirigido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que deu três horas para Nunes Marques prestar informações antes de avaliar a suspensão. Em seguida, o presidente do TSE publicou a reconsideração. “Reconsidero o item (iv) da decisão de 23 de outubro de 2026 e defiro o pedido”, escreveu.
A exigência de aval da Justiça Eleitoral foi mantida, mas em formato simplificado. A Advocacia-Geral da União apresentou um plano com rotas, veículos, condutores e número de eleitores, e cada juiz passou a aprovar de uma só vez o quadro de operações da sua zona, em até duas horas após o recebimento. Se o juiz não decidir no prazo, a análise sobe para a presidência do TRE e, depois, para o plantão do TSE.
Os veículos e barcos devem ser abastecidos e tripulados pelos próprios órgãos, circular com a identificação “A serviço da Justiça Eleitoral” e não podem exibir propaganda, símbolos partidários ou referências a candidatos e governos. A medida vale também para quilombolas e outras comunidades tradicionais, e, segundo o governo federal, ribeirinhos, extrativistas e assentados terão transporte gratuito ou reembolso.
Mais lidas
Ex-noiva de João Campos declara apoio a Raquel Lyra
João Campos teria provocado prejuízo de quase R$ 500 mil para família de ex-noiva
Lara Santana é eleita deputada e João Campos fica sem mandato
Fraude na cota de gênero pode derrubar quatro deputados em Pernambuco
Repercussão negativa de Porto de Galinhas ultrapassa 120 milhões de visualizações
Redes Sociais