A defesa do presidente Lula (PT) apresentou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição que autoriza a abertura dos sigilos bancário e telefônico dele, da primeira-dama Janja e dos cinco filhos, entre eles Fábio Luís, o Lulinha. O pedido condiciona a medida a que o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário no segundo turno, faça o mesmo em relação a si, à mulher, Fernanda, ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, à mãe, Rogéria, e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.
A petição também alcança empresas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores. No caso de Lula, aparece a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, da qual ele é sócio. No de Flávio, os advogados citam quatro empresas no Brasil e a Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, da qual o senador teria figurado como usuário máster de uma conta bancária, segundo reportagens atribuídas pela defesa à imprensa. A empresa é associada ao advogado Willer Tomaz, alvo de novo inquérito da PF levado ao STF por suspeita de lavagem.
Os advogados pedem que os dados sejam publicados no sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, ou em outra página pública antes de quarta-feira (21), para que os eleitores conheçam as informações antes da votação de domingo (25). O pedido foi distribuído ao ministro André Mendonça, e a apresentação da petição não implica a divulgação automática dos dados.
Lula anunciou a iniciativa na segunda-feira (19), em Porto Alegre, depois de cobrar o adversário no debate de domingo (18). Nesta terça, voltou ao tema. “Quero ver se ele tem a coragem de abrir o sigilo bancário dele, o telefônico dele”, disse. O presidente afirmou que mora num apartamento de 190 metros quadrados comprado em 1998 e questionou a compra de uma casa de R$ 10 milhões por Flávio. As suspeitas envolvendo Lulinha também chegaram ao Congresso, onde a senadora Teresa Leitão (PT) assinou o pedido de CPMI sobre o filho do presidente e apoiou outra sobre Flávio e Willer Tomaz.
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