O presidente Lula (PT) afirmou nesta terça-feira (20), em Petrolina, que o senador Flávio Bolsonaro (PL) não terá coragem de abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico “porque ele sabe que a vida dele é podre quando se trata da honestidade”. A declaração foi dada em entrevista coletiva antes da caminhada que ligou Juazeiro, na Bahia, ao Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, a cinco dias do segundo turno.
“Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto. E eu quero ver se ele tem coragem”, disse Lula. O petista já pediu ao TSE a abertura dos próprios sigilos e cobrou que Flávio faça o mesmo. A autorização vale para os últimos oito anos e inclui a primeira-dama Janja e os cinco filhos do presidente. Do lado do adversário, o pedido alcança a mulher, os pais e os irmãos de Flávio e cinco empresas ligadas a ele, entre elas a Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal. O senador nega irregularidades nas movimentações investigadas pela Polícia Federal.
Na campanha do PL, integrantes ouvidos em reserva afirmam que Flávio não deve aceitar o desafio e tratam a proposta como uma armadilha. Segundo eles, a abertura dos sigilos “não acrescentaria nada ao debate eleitoral” e poderia gerar novos pedidos de investigação sem tempo de apuração antes de domingo (25). “Lula não vai ter esse gostinho”, disse um aliado do senador.
O ato no Vale do São Francisco fechou a agenda de Lula em Pernambuco no segundo turno. Estavam anunciados no palanque o presidente nacional do PSB, João Campos, os senadores Humberto Costa e Teresa Leitão, a senadora eleita Marília Arraes e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Do Sertão, Lula seguiria para Brasília com João Campos. No primeiro turno, o presidente teve 63,45% dos votos válidos em Pernambuco, contra 31,03% de Flávio.
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