Neutra no segundo turno, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) afirmou nesta quarta-feira (21) que vai trabalhar com quem vencer a eleição presidencial de domingo (25). “No próximo domingo, o povo vai escolher o próximo presidente, mas ele já escolheu sua governadora. E, como governadora eleita, eu tenho a obrigação de trabalhar, como eu trabalhei com o presidente Lula”, disse, em entrevista a uma emissora de TV pernambucana.

Raquel justificou a postura comparando sua gestão com a dos governos do PSB. “Eu decidi tratar, em primeiro lugar, e como prioridade, os interesses do povo do meu estado. E quando a gente faz uma comparação, em 8 anos do governo anterior, ele brigou com três presidentes da República, Dilma, Temer e Bolsonaro”, afirmou. Segundo ela, nesse período a economia andou de lado e Pernambuco virou campeão de desemprego e de violência, enquanto Bahia, Ceará, Paraíba e Alagoas cresceram. “A gente não une rotulando, a gente une unindo”.

Questionada sobre uma candidatura à Presidência em 2030, a governadora disse que o tema não está no seu radar. “Nunca fiz uma eleição pensando na outra, meu foco é naquilo que estou vivendo agora”, afirmou, lembrando que foi duas vezes deputada e duas vezes prefeita de Caruaru antes de chegar ao governo. Ela também falou do machismo na campanha. “O fato de ser mulher me coloca em julgamento de uma maneira que não se julga homem de jeito nenhum. Julgaram desde o salário que eu recebo como procuradora”, disse.

A neutralidade de Raquel dividiu o PSD entre Lula e Flávio em Pernambuco e foi chamada de erro pelo senador Humberto Costa (PT). Do outro lado, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu sentar com a governadora se for eleito, mesmo sem o apoio dela.

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