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Kassab pressiona Lula contra ministério para João Campos e mira equilíbrio em PE

Redação Por Redação em 07/11/2026, 12h22
João Campos e Lula sorriem de mãos dadas no Palácio do Planalto

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A articulação de Lula (PT) com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, pode travar a ida de João Campos (PSB) a um ministério no quarto mandato. Nos bastidores, Kassab pressionaria para que o presidente do PSB, derrotado por Raquel Lyra (PSD) no governo de Pernambuco, fique sem pasta e sem protagonismo federal para rivalizar com a governadora reeleita.

João é cotado por aliados de Lula para integrar a Esplanada. Circula a hipótese de Ciência e Tecnologia, pasta que Eduardo Campos, pai dele, comandou entre 2004 e 2005. O entorno do petista, no entanto, só deve fechar a composição após 16 de novembro, quando o presidente volta de viagem à Turquia e às Filipinas.

Kassab teria recusado sondagem para assumir ele mesmo um ministério. Candidato a vice na chapa de Ronaldo Caiado, o dirigente do PSD controla 43 deputados federais, mais do que PCdoB, PSOL e PSB somados. Lula precisa desse bloco no Congresso, mesmo rachado, e trata o cacique como peça central das conversas com o centrão.

Em Pernambuco, a conta política é direta. Com a caneta do Campo das Princesas nas mãos de Raquel e eventual ministério nas de João, o estado teria dois polos de poder. Colunas locais já tratavam a pasta como forma de equilibrar forças após a derrota socialista. O freio de Kassab serve, na leitura dos aliados do PSD, para preservar o espaço conquistado nas urnas.

Além de Kassab, Lula conversa com Baleia Rossi (MDB) e Antônio Rueda (Federação União Progressista). Marcos Pereira (Republicanos) também mira espaço, mas concentra esforço na manutenção de Hugo Motta na presidência da Câmara. O desenho final ainda depende do balanço entre partidos que votam junto e legendas que disputam protagonismo nos estados.