O Tribunal Superior Eleitoral mandou retirar do ar nesta terça-feira (13) publicações da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) que associavam o presidente Lula (PT) ao crime organizado sem base em fatos.
Em dois dos quatro casos julgados, o relator, ministro André Mendonça, mudou o voto. Ele havia negado os pedidos da campanha petista em liminares e, ao rever a posição, foi acompanhado por todos os colegas. Um dos vídeos reunia falas de Lula fora de contexto. Outro chamava o presidente de “protetor” e “amigo” de facções. “A fala diz que ele é amigo do PCC e do CV, sem uma especificação de fato que identifique essa amizade”, disse Mendonça.
O tribunal fixou um critério para os dois lados. Críticas a políticas de segurança pública com base em fatos concretos são permitidas, mas não podem virar acusação de vínculo pessoal com facções sem comprovação.
Não é a primeira derrota da campanha de Flávio no tema. Na quinta-feira (8), o TSE já tinha mandado apagar três posts que ligavam Lula a facções, também depois de ajuste no voto do relator.