Raquel Lyra corre risco de sofrer o maior golpe eleitoral da história de Pernambuco
Foto: Karol Rodrigues/Diário de Pernambuco
É inacreditável como as coisas funcionam em Pernambuco. No dia da votação, antes mesmo de fechar as urnas, já se acumulam alguns dos maiores absurdos da história eleitoral daqui.
De um lado, a Secretaria de Defesa Social relata um volume fora do padrão de ocorrências eleitorais, com registros de boca de urna e compra de votos. Nas ruas da Região Metropolitana, aparecem denúncias e imagens de grupos com vestuário padronizado próximos a locais de votação, além de abordagens a eleitores.
Do outro, o TRE atendendo a um pedido da Frente Popular de João Campos e tirando de cena a operação da SDS que permitiria combater exatamente isso. A polícia mapeou 45 locais de votação. A Justiça tratou a fiscalização como ameaça ao eleitor.
Quase todas as pesquisas estavam garantindo a vitória de Raquel Lyra já nesse primeiro turno. Se essa interferência se confirmar nas urnas, Pernambuco não terá elegido um governador. Terá assistido, de camisa amarela e em plena luz do dia, ao maior golpe eleitoral da sua história.
Boca de urna não é costume. É crime, com detenção de seis meses a um ano e multa. Pernambuco conhece o verbete. O que não conhecia era a escala, como se a seção fosse comitê.
Raquel Lyra não está diante de um adversário. Está diante de uma assimetria construída para o dia em que o voto se decide na calçada. Pesquisa se contesta. Santinho se recolhe. O que não se contesta depois das 17h é o eleitor que foi abordado de amarelo enquanto a viatura estava impedida de chegar perto.
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